Sábado, Março 10, 2012

RECEPÇÃO 2012-1

Como prometido: as fotos da Recepção de Calouros desta semana!
Recepção 2012/1

Quinta-feira, Março 08, 2012

RECEPÇÃO DE CALOUROS

EM BREVE (até este sábado) FOTOS E FATOS SOBRE A RECEPÇÃO DE CALOUROS DOS DIAS 7 E 8 DE MARÇO!

Quarta-feira, Novembro 30, 2011

Paz armada? (estudo bíblico)

Estudo Bíblico elaborado em 2009 por Pedro Grabois

PAZ ARMADA?

(estudo bíblico participativo)

Há várias formas de se estudar os textos bíblicos. Uma delas é uma aproximação temática. O estudo de hoje foca na questão da paz. Há diversas maneiras de tratá-la: como algo relativo ao interior do indivíduo, como algo construído socialmente, como algo promovido por instituições; alguns vêem a paz como a ausência de guerra, etc. Afinal, o que entendemos por paz? O que os textos bíblicos falam sobre a paz?


O foco de hoje é na paz a partir do Sermão do Monte


Mateus 5: 9: “Felizes os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus.”

1. Se levarmos em conta todo este trecho do início do Sermão do Monte, que fala das Bem-aventuranças, poderemos perceber como a paz se insere num contexto maior. Qual a importância de pensar a paz a partir de um contexto determinado? Diante desse contexto como fica a idéia de “promoção da paz” relacionada à de ser chamado “filho de Deus”?

2. Sabemos que o livro do profeta Isaías influenciou bastante a escrita dos Evangelhos. A presença do pensamento de Isaías no Sermão do Monte também é bastante notável. Em Isaías 32: 17 lê-se: “O fruto da justiça será a paz, e a obra da justiça consistirá na tranqüilidade e na segurança para sempre.” Como você entende essa relação entre paz e justiça? Ela também está presente nas palavras de Jesus, no Sermão do Monte?

3. No Evangelho de João, Jesus diz “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se perturbe nem se intimide vosso coração.” (João 14: 27) e na Carta de Paulo aos Filipenses este escreve “E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o coração e a mente de vocês em Cristo Jesus.” (Filipenses 4: 7). Aqui a paz parece ser vista de uma outra forma. Como você a vê nestas duas novas passagens? E como esta paz aqui se relaciona com a paz evocada no Sermão do Monte?


MINHA ALMA (O Rappa)

A minha alma tá armada e apontada
Para a cara do sossego!
(Sêgo! Sêgo! Sêgo! Sêgo!)
Pois paz sem voz, paz sem voz
Não é paz, é medo!
(Medo! Medo! Medo! Medo!)

As vezes eu falo com a vida,
As vezes é ela quem diz:
"Qual a paz que eu não quero conservar,
Prá tentar ser feliz?"


As grades do condomínio
São prá trazer proteção
Mas também trazem a dúvida

Se é você que tá nessa prisão

Me abrace e me dê um beijo,
Faça um filho comigo!
Mas não me deixe sentar na poltrona
No dia de domingo, domingo!

Procurando novas drogas de aluguel
Neste vídeo coagido...
É pela paz que eu não quero seguir admitido

É pela paz que eu não quero seguir
É pela paz que eu não quero seguir
É pela paz que eu não quero seguir admitido


4. A letra da música faz uma crítica a um tipo de paz que é no fundo uma falsa paz. Também se fala muito de paz em contraposição à guerra. Como saber discernir a falsa paz da verdadeira paz, na sociedade de hoje, e se engajar em promover a paz, da qual o Sermão do Monte fala?

Quinta-feira, Novembro 17, 2011

Um convite ao diálogo: discriminação racial e cotas na universidade

Pra iniciar a Semana da Consciência Negra, vamos retomar uma reflexão feita em meados do ano por um abuense uerjiano!


Um convite ao diálogo: discriminação racial e cotas na universidade

Pedro Grabois

Estudante de Filosofia da Universidade Estadual do Rio de Janeiro/ABU Rio de Janeiro
Membro da Missão Batista do Grajaú (RJ)
Representante da ABUB no Conselho Nacional de Juventude


“Aprendei a fazer o bem! Buscai o direito, corrigi o opressor! Fazei justiça ao órfão, defendei a causa da viúva! Então, sim, poderemos discutir, diz o Senhor” ( Isaías 1:17-18a)

Eu costumava interpretar esse versículo de maneira muito pragmática, a ação vinha sempre antes da discussão. Como ficava então o meu anseio por discutir, pensar, refletir, arrazoar?

Cedi àquela vontade e fui cursar Filosofia, para alguns um curso muito teórico e pouco prático. Minha crise se resolveu quando entendi que teoria e prática, pensamento e ação já não caminham separados. O trabalho que eu posso desenvolver, como “filósofo”, como pesquisador, como diagnosticador do presente tem um papel fundamental para as ações que nós cristãos podemos empreender para transformar realidades à luz do Reino de Deus.

Descobri, na Filosofia, um caminho não muito óbvio de contribuição para a Missão na qual todos tomamos parte. Não muito óbvio porque muitas vezes o rigor conceitual (um “preciosismo”) da Filosofia não me deixa trabalhar diretamente com “dados empíricos”. Na pesquisa que desenvolvo, estudo as relações entre ética, formas de conduzir a vida e formas de resistir a diferentes “opressões” (para simplificar). Não estudo ali diretamente o fenômeno da religião e da espiritualidade, mas eu o vivencio a cada dia.

Caminhando com a ABU na universidade, aprendi a diagnosticar também o tempo presente e os vários problemas e injustiças que o perpassam. Na ABU e a partir dela, descobri um universo social muito plural, descobri o quanto são diversos os “atores sociais” (dentre os jovens e os já não tão jovens) que mobilizam mudanças importantíssimas para a atualidade. Falar e agir com – vou usar um conceito antigo – responsabilidade social não é fácil. Pensar então no nosso papel político enquanto juventude evangélica na universidade brasileira é mais complexo ainda. Os temas são muito espinhosos, há muitas opiniões, muitas discordâncias, algumas convergências.

Um assunto nada fácil do qual tenho me aproximado bastante é o problema do racismo. Aqui coloco minha opinião e minha posição sobre o tema, isto é, sempre é possível discordar do que vou dizer, mas não digo nada aqui sem embasamento. Embora a dialética já não seja mais paradigma na Filosofia, quero, dialeticamente, junto com o texto de Isaías, agir e refletir, refletir e agir. E é pensando este tema que eu gostaria de encerrar este texto.

A discriminação racial continua sendo uma realidade hoje no Brasil. É muito difícil verificar o preconceito racial em atitudes individuais porque isso é sempre muito velado, disfarçado; é tudo muito sutil e cordial. É preciso combater esse tipo de atitude, obviamente, mas não é somente contra esse racismo que precisamos lutar. É preciso combater o racismo estrutural, uma forma de discriminação por raça que se estabelece nas estruturas de organização da sociedade e em instituições como hospitais, escolas, empresas, universidades, bancos, etc. A população negra continua tendo menor acesso à saúde e à educação, e continua sendo maior alvo da violência nas comunidades populares e periferias do Brasil. Se olharmos e interpretarmos os dados da desigualdade social do país, perceberemos que mesmo entres os mais pobres, há desigualdade entre brancos e negros. Os negros continuam tendo piores condições de vida. Uma política universal para potencializar a vida das populações em geral não iria dar conta desse problema. É preciso agir também pensando a partir dessa especificidade da população negra. Promover políticas de ação afirmativa para as pessoas negras é uma forma de reparar os aspectos discriminatórios que as impedem de ter acesso às mais diversas oportunidades. No caso da mulher, por exemplo, vem-se criando as delegacias policiais especializadas na questão de gênero. No caso da juventude negra, vem-se discutindo o polêmico tema da política de cotas.

Como não posso me alongar aqui, também não vou completar toda a minha argumentação sobre o tema, a Filosofia me pede uma paciência maior! Mas é também a Filosofia e ainda a fé nesse Deus que transforma situações concretas de injustiças que me ensinam a estar atento ao presente, a diagnosticar e agir sobre essa atualidade, sabendo que Deus apresentou os princípios para nossa ação em Jesus, a Palavra encarnada. Assim, nós, Aliança ao mesmo tempo Bíblica e Universitária, veremos como sendo tarefa nossa discutir, com humildade, respeito e indignação, estas difíceis questões: o acesso e a permanência de jovens nas universidades brasileiras. E veremos como agenda: combater o pecado do racismo, a partir do nosso arrependimento.

* Acreditamos que a reflexão sobre esta temática é muito importante para nossa vivência missionária nas Universidades; por isto, se você puder dar alguma contribuição sobre o tema, envie seu texto paragiovanna@abub.org.br.


FONTE: http://www.abub.org.br/compartilhe/informativos/entre-nos/item-artigos/2011/06/um-convite-ao-dialogo-discriminacao-racial-e

Terça-feira, Novembro 15, 2011

Quais vitórias são as nossas?

Ainda em tempo, vale a pena compartilhar o texto de nosso amigo Diego Ferreira (ABU-UFF) que foi publicado no site da ABUB em Setembro.

Quais vitórias são as nossas?

"Mais uma vez reivindicações surgem por todas as partes do Brasil através de protestos no contexto das universidades públicas”, diz a manchete do jornal de hoje na mão de Bonhoeffer*.

Diego Ferreira
Estudante de História - ABU Niterói (RJ)
(dedegoferreira@gmail.com)

Nos últimos meses cerca de 12 instituições públicas brasileiras de ensino superior estiveram ou ainda estão em situações de greve e/ou passando por algum tipo de intervenção a suas rotinas cotidianas (passeatas, operação tartaruga, atos públicos, reitorias ocupadas, restaurantes universitários (bandejões) fechados e etc). Isso para não falar de outros países como a Espanha e o Chile que enfrentam hoje questões semelhantes no setor da educação.

Tais instituições, de modo geral, estão diante de vários problemas e a eles se somam e se convergem uma problemática superestrutural: a crise econômica mundial. Afetados, os governos nacionais preferem diminuir os gastos públicos cortando verbas dos setores "supérfluos", dentre eles a educação. Deste modo surge aquela velha relação entre ação e reação: o governo age e os setores da sociedade prejudicados justificadamente reagem como podem, ou seja, no que tange a UFS, a UFMT, a IFBA, a UFSM, a UFAM, a UFRGS, a UEM, a UFSC, a UFES, a UERJ, a UFPA e até fim do mês passado a minha querida UFF têm enfrentado carências, principalmente as da estrutura em seus campi: faltam prédios, salas de aula, bandejão, professores, reajustes salariais. A lista de carências é grande e eu nem comecei a falar do REUNI (Reestruturação e Expansão das Universidades Federais) um programa do Governo Federal e Ministério da Educação, que tem se mostrado um mero acumulador de alunos sem ampliação da estrutura da universidade. No entanto, sei que este assunto você já ouviu em algum lugar.

- Tá, mas o que isso tudo tem a ver com a ABU?

O querido poeta Mário Quintana tem uma frase lapidar: “- O pior dos problemas da gente é que ninguém tem nada com isso”. Faço deste texto um desabafo. Tenho tido muitos problemas para compreender esse “problema pior”, apresentado por Quintana, sobretudo quando tento me achegar a Deus através de “louvores” que negam a realidade parecendo ser esse o caminho da morada do pai.

Neste momento um trecho de um livro chamado “Uma aprendizagem ou O livro dos prazeres” de Clarice Lispector me parece bem mais profético, em um trecho ela diz:

"Olhe para todos ao seu redor e veja o que temos feito de nós e a isso considerado vitória nossa de cada dia. Não temos amado, acima de todas as coisas. Não temos aceitado o que não se entende porque não queremos passar por tolos. Temos amontoado coisas e seguranças por não nos termos um ao outro. Não temos nenhuma alegria que não tenha sido catalogada. (...) Não nos temos entregue a nós mesmos(...)

Temos evitado cair de joelhos diante do primeiro de nós que por amor diga: tens medo. Temos organizado associações e clubes sorridentes onde se serve com ou sem soda. Temos procurado nos salvar mas sem usar a palavra salvação para não nos envergonharmos de ser inocentes. Não temos usado a palavra amor para não termos de reconhecer a sua contextura de ódio, de amor, de ciúme e de tantos outros contraditórios.(...) Temos disfarçado com falso amor a nossa indiferença, sabendo que nossa indiferença é angústia disfarçada. Temos disfarçado com o pequeno medo o grande medo maior e por isso nunca falamos no que realmente importa. Falar no que realmente importa é considerado uma gafe.

Não temos adorado por termos a sensata mesquinhez de nos lembrarmos a tempo dos falsos deuses. Não temos sido puros e ingênuos para não rirmos de nós mesmos e para que no fim do dia possamos dizer «pelo menos não fui tolo» e assim não ficarmos perplexos antes de apagar a luz. Temos sorrido em público do que não sorriríamos quando ficássemos sozinhos. Temos chamado de fraqueza a nossa candura. Temo-nos temido um ao outro, acima de tudo. E a tudo isso consideramos a vitória nossa de cada dia".

Profético porque creio que esse trecho me arranca a alma do corpo e a leva para Deus. Me desperta em minha realidade para além das coisas que converso com meu grupo da ABU, das leituras, coisas e pessoas que tive contato durante minha vida de universitário abuense, que me fizeram mais humanos do que imaginava que seria possível, um humano voltado para Cristo.

Profético porque me desperta para como estamos, enquanto organização brasileira, talvez revelando essa dualidade de estar com tal intensidade nas universidades do Brasil afora e mesmo assim se posicionando tão pouco. Cantando os momentos bons de ter estudado em cursos de férias Amós e a questão da JUSTIÇA e ainda assim continuarmos tão alheios.

Não gostaria de fazer desse texto um simples chamamento ao “engrossar das fileiras dos militantes” nos espaços que temos para isso na universidade, institucionalizados ou não. Sei que a realidade é complexa, a falta de tempo nos assalta sempre, os prazos, as dinâmicas de vida, nossos gostos, pessoas, nossos conhecimentos, - nossos... nossos... nosso, meu.

Peço para que nosso movimento estudantil evangélico brasileiro reaja: de suas instâncias nacionais, regionais, locais e individuais, de cada estudante:. - Por favor, reajam a esse texto de algum modo!

A Assembleia Mundial da CIEE teve o tema “Senhor do Universo, Senhor da Universidade”. O Curso de Férias teve o tema “Justiça Seja Feita”, temáticas relevantes, frases impactantes. Eventos bem sucedidos e devemos estar felizes por isso.

Certa vez tive o privilégio de conseguir uma dedicatória de René Padilla em um livro seu, ele escreveu: “que a palavra de Deus seja carne em seus ossos”, essa é a vitória que a cada dia eu quero alcançar.

Mas e ai, o que nós consideramos A Vitória Nossa de Cada Dia?

* Dietrich Bonhoffer, pastor e teólogo luterano alemão que lutou de várias formas contra o regime nazista, sempre aludiu a necessidade de o cristão ter em uma mão a bílbia e em outra o jornal do dia.


FONTE:http://www.abub.org.br/regiao/leste/noticias/quais-vitorias-sao-nossas

Terça-feira, Novembro 08, 2011

Justiça por amor

Justiça por amor

por Sâmela Ferreira da Silva
Estudante de Nutrição da Universidade Federal do Espírito Santo
ABU Alegre (ES)

Embora estude em Alegre, minha cidade natal é Cachoeiro de Itapemirim (ES). Foi lá onde eu conheci Cristo, em uma igreja pentecostal, e onde me ensinaram o que é justiça.

Além do ensino, a convivência com pessoas humanizadas me fez entender a justiça de forma prática e realista. E que, apesar dos problemas que aquelas pessoas viviam, como exemplo a falta de dinheiro, emprego, comida, moradia, saneamento ambiental, o Deus de amor nunca os deixava desamparados ou mesmo sem um sorriso no rosto.

Depois que saí de Cachoeiro para estudar em Alegre, me senti sozinha inúmeras vezes em meus sentimentos e aflições quanto à falta de recursos das pessoas e quanto ao modo de vida que levam em função de sua situação social e econômica... Eu me perguntava: por que uns tem tanto e outros tão pouco? E por que a maioria dos pobres são negros? O que está acontecendo com o mundo? Porque eu tinha aprendido na antiga igreja local que todos somos iguais e que temos os mesmos direitos, respaldados inclusive na Constituição do país. E quando conheci a ABUB percebi que não estava sozinha e que muitos abeuenses pensavam como eu.

Durante meu curso de graduação, tive a oportunidade de ter um professor que se importa e que luta pelos direitos das pessoas e que o faz com muita força e disposição. Além da coragem, ele me ensinou que quem não luta consente e que as minhas angústias e conflitos eram sentimentos bons porque mostravam que não se conformar era um meio de mudar.

E ao participar do Curso de Férias Leste(CF), todas aquelas pessoas que estavam ali me ensinaram que eu precisava fazer alguma coisa e mais ainda, me ensinaram que a justiça e o amor poderiam mudar o rumo da história de “inúmeros irmãos”, não somente cristãos, mas todos os meus irmãos, os gays, as lésbicas, os negros, os índios, os das comunidades de terreiro, os pobres, os que moram na roça, os que moram nas ruas, os que não têm família, TODOS!

Ao voltar do CF outras coisas começaram a me intrigar: o DIREITO especialmente. Muitos assuntos polêmicos começaram a aparecer nas redes sociais, alguns em defesa do direito humano, outros ridicularizando pessoas, opções pessoais, sexuais, raça, cotas, time de futebol, políticos, pastores, padres... E muitas outras coisas, mas o que mais me deixava indignada era que isso partia de cristãos. E o mais importante é que eu acho que elas não sabiam que o que elas faziam era errado, porque parece que se esqueceram do direito e do amor que Cristo ensinou ou desconhecem a história de Jesus.

Estamos vivendo em uma era de muita crítica e de defesa da opinião pessoal, mas também não queremos parar para discutir sobre o assunto e muito menos nos posicionar. Será que é isso que queremos ou que devemos fazer? Acomodar-se é a melhor opção? Vamos aproveitar o espaço que temos nos nossos grupos bases, para trazer a discussão dos direitos humanos, a conduta cristã atual e a vida de Cristo?


Publicado originalmente em: http://www.abub.org.br/compartilhe/informativos/blog-abub/2011/10/justica-por-amor

Quinta-feira, Setembro 08, 2011

Conferência Livre de Juventude 10/09

Por Pedro Grabois (link)


VIDA PARA A JUVENTUDE, EU QUERO, E VOCÊ?

Olá, amigos falantes (fale.org.br), abuenses, renasjovenses (renas.org.br), de igrejas locais, denominações, ou simplesmente jovens de toda a parte e etc.! 

Na sexta-feira (dia 19/08/2011) à noite participei de uma ação evangelística na favela do Jacarezinho, Zona Norte do Rio de Janeiro. 

As várias igrejas ali (alguns falantes tbm presentes!) reunidas tiveram a oportunidade de abraçar, orar, conversar com as pessoas que estavam lá na "cracolândia" na linha do trem.

"Abraço de Jesus" foi realmente um momento de transformação, com certeza na vida dos que foram até lá para abraçar, e tenho fé e esperança que também tenha sido momento dereconciliação para muitos que estavam ali para fazer uso da mais variada oferta de drogas e na maior concentração que eu já tinha visto até então...

Fiquei obviamente mexido com aquilo. Minha humanidade se modificou, minha relação com Deus e com o próximo se modificaram.

Mas minhas convicções permaneceram.

Quem eu encontrei lá? Em sua maioria, jovens, pobres e negros. Tudo o que tenho pensado e procurado fazer no Fale, na ABU, na RENAS, no Conjuve, na igreja, etc. estava ali diante de mim ao vivo e a cores, de uma forma bastante incomum.

Minha constatação de que os jovens neste país vem sendo sistematicamente eliminados permanece. Precisamos continuar agindo!

Estamos procurando envolver aqueles que em geral não se mobilizam para essas coisas de "política e ação social". Quando mobilizamos diferentes igrejas, diferentes juventudes que estão presentes nas comunidades, nas cidades da Baixada, nas periferias, temos grandes chances de transformar a nossa participação talvez muito viciada pelo "cada um no seu quadrado".

Quero convidá-los a somarem com o esforço da realização das Conferências Livres de Juventude. São (mais que) eventos que contribuem para a participação desses jovens que vem sendo excluídos de várias formas, talvez mais sutis que as situações que encontramos na cracolândia, mas ainda assim, formas de exclusão.

Se liguem e separem essas datas! (estão próximas!) 

Conferências Livres de Juventude

=> Dia 3 de setembro a partir de 10h - Primeira Igreja Batista de Nova Iguaçu
(Endereço: Rua Cel Francisco Soares, 472 Centro - Nova Iguaçu)
(contato: conferencialivreni@gmail.com)  (Já aconteceu)

=> Dia 10 de Setembro a partir de 13h - Igreja Batista Redenção (Endereço:
Travessa Buquira, 151 - Thomás Coelho - RJ )
[contato: conferencialivrerio@gmail.com]

Conferência Municipal do Rio de Janeiro
=> Dias 17-18 de Setembro - 1a Conferência Carioca de Juventude (etapa municipal da 2a Conferência Nacional de Juventude [Dezembro/2011]) - NESTA ETAPA É POSSÍVEL INDICAR E ELEGER DELEGADOS PARA A ETAPA ESTADUAL
inscrições pelo blog:
http://conferenciacarioca.blogspot.com/ (FICHA DE INSCRIÇÃO ONLINE)